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Inteligências múltiplas na escola

DIEGO ISIQUE CARVALHO | CREF 083300-G/SP | Formado em Educação Física | Licenciatura e Bacharel Especialista em Educação Física Escolar, Fisiologia do Exercício, Treinamento Desportivo e Musculação | Personal Trainer

Salve! Salve! A escola é lugar de diversidade cultural, e um conceito que surgiu na década de 80 pelas mãos do psicólogo e pesquisador de Havard, Howard Gardner, pode nos levar a uma grande revolução na educação, A Teoria das Inteligências Múltiplas.

Muito bem você já deve ter ouvido dizer ao até mesmo proferido esta palavras, "ele é burro, só é bom de jogar bola", "aprendeu música sozinho, mas é péssimo na escola", "é bom de matemática, mas não sabe nem andar de bicicleta", "Aquele aluno é burro" "Esse aluno é inteligente, vamos premiá-lo". Pois bem, infelizmente ainda vemos isso acontecer, associamos a inteligência com resolução de problemas ligadas a raciocínio lógico e esquecemos toda a infinidade de possibilidades que o ser humano tem e que nenhuma dessas é menor que a outra.
A teoria de Gardner pressupõe que:
– Há mais de uma inteligência: ele inicialmente propôs sete, mas é possível que existam outras.
– As inteligências podem ser estimuladas: o contexto social, a escola, a oportunidade de explorar e realizar atividades diferentes são fatores que podem interferir no desenvolvimento das inteligências.
– As inteligências se combinam de forma única em cada pessoa: cada pessoa nasce com todas as inteligências que se desenvolverão durante sua vida, de modo único.
– Não há como padronizar: as combinações das inteligências são únicas, tal como as impressões digitais.
Ele classificou 7 inteligências:
– Inteligência linguística
– Inteligência lógico-matemática
– Inteligência Musical
– Inteligência espacial
– Inteligência corporal cinestésica
– Inteligência Interpessoal
Essa teoria é facilmente contextualizada na escola, e por esse motivo se torna absurdo as frases citadas acima. Mesmo assim em muitas instituições devido a vários fatores, é valorizado apenas um tipo de inteligência, destacando os alunos que as compõe e valorizando a quantidade de alunos que passam em provas específicas como forma de divulgar o trabalho, como se isso fosse uma prova final de qualidade da instituição.
Escola não é cursinho pré-vestibular, escola é lugar de formação humana. Na próxima matéria iremos nos aprofundar um pouco nas inteligências propostas por Gardner.

Grande abraço a todos, e até a próxima.



Fonte: http://avpgraficaejornal.com.br/layout/index.php/2018/11/30/inteligencias-multiplas-na-escola/